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  • izza79

Doença crônica não transmissível: a grande vilã da sociedade está entre nós


Os crescentes custos com saúde são insustentáveis e representam uma ameaça à saúde e à segurança em alguns países, com uma porcentagem significativa desses custos sendo mantidos pelas empresas e seus trabalhadores.

A má qualidade na saúde e segurança do trabalhador são problemas crônicos para a saúde pública e a Previdência Social no Brasil. De acordo com os últimos dados publicados em 2017, a Previdência Social no ano de 2016 concedeu 5,1 milhões de benefícios, dos quais 88,3% eram previdenciários, 6,8% assistenciais e 4,9% acidentários. Comparado com o ano de 2015, a quantidade de benefícios concedidos aumentou 18,1%. A espécie beneficiária mais concedida foi o auxílio-doença previdenciário que representou 42,7% dos casos, seguido da aposentadoria por idade 12,9%.

O valor total dos benefícios concedidos em 2016 atingiu R$ 6,7 bilhões, valor que representou um acréscimo de 33,0% em relação ao ano anterior. Considerando o valor dos benefícios, as espécies mais concedidas foram todas previdenciárias: e o auxílio-doença mais uma vez liderou o ranking com 43,2% de todo o valor, superando as aposentadorias por tempo de contribuição 15,0% e as aposentadorias por idade 10,5%.

Notavelmente as doenças têm gerado o maior índice de afastamentos e custos para o país. Entre elas, as doenças crônicas não transmissíveis, como: doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais, cânceres, obesidade e diabetes - estão entre as mais prevalentes, caras e evitáveis de todos os problemas de saúde. Conforme pesquisa da Vigitel (2016) essas doenças correspondem a 74% dos óbitos no Brasil, sendo a primeira causa de mortes. E de acordo com a Organização Mundial da Saúde, essas mesmas quatro principais doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por 82% das mortes no mundo.

Um pequeno conjunto de fatores de risco responde pela grande maioria das mortes por doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e por fração substancial da carga de doenças relacionadas a essas enfermidades. Entre esses, destacam-se o tabagismo, o consumo alimentar inadequado, a inatividade física e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. As principais causas das doenças crônicas são conhecidas e, para a OMS, se esses fatores de risco citados fossem eliminados, pelo menos 80% de todas as doenças do coração, dos derrames e do diabetes tipo II poderiam ser evitados e mais de 40% dos casos de câncer.

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) referiu que 40% da população brasileira adulta, já em 2014, possuía ao menos uma doença crônica não transmissível, e que essas impactavam em 61% da mortalidade da população em idade produtiva, sendo pessoas com idade entre 15 e 59 anos.

É claro que essa quantidade elevada de doenças crônicas está associada, em sua absoluta maioria, ao estilo de vida inadequado da população. As DCNTs afetam negativamente as vidas dos indivíduos, o sistema de saúde, a produtividade no local de trabalho, e a sociedade como um todo.

A necessidade de redução desses números e a melhoria desse cenário convoca a sociedade, lideranças públicas e privadas a somar esforços neste âmbito, promovendo estilos de vida saudáveis desde a infância, por meio da educação em saúde nas escolas, reforçando a necessidade de prevenção de doenças e promoção da saúde nos ambientes de trabalho e também nas comunidades em que vivemos.

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